E se todos tivessem o trabalho dos sonhos?

 

Tecnologia e criatividade. A mistura certa para revolucionar o mundo do trabalho.

Aqui, trabalho dos sonhos admite um significado um pouco mais humilde. Isso (porque mais do que se pode perceber) existem muitas pessoas sendo exploradas, desvalorizadas, escravizadas por uma espécie de força que se chama sobrevivência. Adaptando a frase “antes só do que mal acompanhado” para “antes desempregado do que mal-empregado” percebe-se que o ideal não é a realidade.

Pessoas o tempo inteiro preferem más companhias à solidão. O que posso dizer então do trabalho? Infelizmente, poucos podem escolher o que amam para fazer a sua vida inteira. Então, o mínimo exigido é a dignidade. O que a tecnologia tem a ver com isso? Vamos descobrir.

Enquanto se acredita que caminhamos para o fim da sociedade com base no trabalho humano, preciso não exatamente discordar mas reinterpretar. Nós caminhamos para uma sociedade com base não no trabalho do homem, mas na criatividade dele.

É insano pensar em um mundo movido por máquinas, mas é impossível pensar nele sem a capacidade criativa humana. Nós não somos o limão nem a limonada. Porém, sem nossa interferência não há o processo. Se reinventar, criar, amar, sentir não pode sair espontaneamente de um robô. É exatamente isso que nos diferencia de tudo. Você assistiu “Mogli: O Menino Lobo”? Então, basicamente o que faz Moglie durante toda a trama é tentar reprimir a necessidade de criar um facilitador de processos, uma gambiarra. Dessa forma, ele nega justamente aquilo que o diferencia.

 

imagem2

O futuro que a gente acredita.

 O ser humano tem essa capacidade nata que urge por servir às nossas necessidades com a simples criatividade. Talvez não se considere criativo. Mas posso te afirmar que o que te diferencia de outro animal é a capacidade de criar algo novo a partir das demandas e disponibilidades neste mundo. Então, certo de que isso faz todo sentido está preparado para o futuro?

Mas está preparado mesmo? Imagine um futuro em que o todo é maior que a soma das partes. 2+1=4! Um futuro onde não precise de tantas pessoas em trabalhos estafantes, monótonos que não valorizam as capacidades criativas. É utópico demais? Sim! E como! Mas aqui é lugar de soltar a imaginação e criar um cenário ou um desejável mundo novo, como Lala Deheinzelin intitula em seu livro. Esse livro fala sobre uma nova lógica em que a cultura seria a base de geração de valor.  A tal fluxonomia 4D:

“A Fluxonomia 4D revela e ativa potenciais de pessoas e comunidades através de fluxos nas 4 dimensões da sustentabilidade: Ambiental, Financeira, Cultural e Social. O Fluxonomista 4D trabalha os “comos” desses fluxos entre as várias economias exponenciais originadas neste sistema: Economia Criativa + Colaborativa + Compartilhada + Multivalor. ”

Tudo está conectado.

É difícil explicar as mudanças sociais e todos problemas que surgem neste mundo. Mas, como uma teia ou os ligamentos neurais não se pode ignorar a inter-relação de tudo e de todos e o impacto que um piscar de olhos pode causar do outro lado do mundo.  Exagero? Talvez não quando se fala em a “Internet das Coisas” que promete interligar tudo e todos.  O “co” é o novo prefixo da vez. A co-era é dividida em cinco níveis, que seguem o fluxo de: consciência, compartilhamento, conexão, construção e contágio. Foi inclusive o tema articulado pelo JEWC 2016.

Entre artigos no ramo de metodologia projetual passados no curso de moda um deles falava sobre Teoria da Complexidade que mostra que a realidade é não-linear, caótica, fractal, catastrófica, difusa e deve ser vista de forma não somente quantitativa, mas principalmente qualitativa (MUNNÉ, 1995).

Não devemos cair no reducionismo. Nem das partes nem do todo. Não simplifique! O mundo não é simples! As ciências exatas são mais exatas quanto mais próximas das ciências naturais e humanas. ACREDITE! Melhor, observe.

As novas tendências de funcionamento dos sistemas provam essa flexibilidade e ousadia, pensando sempre na inter-relação das coisas.  A tecnologia aliada a criatividade entra como uma opção alternativa para a solução do caos a qual estamos sujeitos. É sustentável usar a tecnologia para diminuir os custos da produção quando os impactos ambientais, sociais e econômicos são levados em consideração.

Então, mesmo que esse avanço signifique uma menor absorção da mão de obra humana e por isso menos pessoas contratadas, você pode me perguntar: onde está a sustentabilidade no desemprego? Eu te respondo: não sei. Mas, trabalhos em que não há uma perspectiva de futuro, e em que as condições são desagradáveis reduzindo as chances desse ser humano extrair o melhor de si mesmo, posso afirmar. Não há sustentabilidade nisso.

Meio polêmico, esse é um assunto do qual não ouso passar dos “achômetros” e indagações. Então, todo trabalho é digno? Como sustentar todo o sistema econômico e ao mesmo tempo a dignidade de todos trabalhadores?

Não sei. O trabalho dignifica o homem e disso não tenho dúvidas. Mas se ele ocupa a maior parte do nosso tempo, deveríamos entrar em outros méritos como o da satisfação pessoal, do amor pelo que se faz. Creio que isto esteja dentro de dignidade.

“Dignidade é também uma qualidade moral que inspira respeito e consciência de si mesmo, é o amor-próprio, o brio”

No mundo fashion o famoso e infeliz caso de desabamento de um prédio de produção têxtil em Bangladesh levantou essas questões do trabalho escravo do qual os escravizados necessitam ou dependem, alguns diriam dependência forjada. Os trabalhadores explorados não têm muita escolha. Resta para eles formarem sindicatos e lutar, lutar mesmo!  Correndo risco de vida, por condições de trabalho mais dignas. Diante disso, é preciso arrumar essa casa. E talvez isso exija que antes, tudo seja colocado em desordem.

Então lá vai exemplos lindos que comprovam a realocação do trabalho humano graças a tecnologia. Como serão as nossas funções no futuro? Acredito eu, cada vez mais nobres e divertidas. Me permita imaginar e te convido a isso também.

COMO POSSO VER ISSO ACONTECENDO?

Confira esse post “Cosewing, o coworking da moda” que é um exemplo também.

imagem3

Fábricas de qualquer coisa (Fablabs)

Alguns exemplos desse novo sistema inovador são as Fablabs.

Pense em um lugar para materializar suas ideias. Esse é o lugar. Uma Fablab é um ambiente com todo o suporte tecnológico para isso. Você só precisa fazer, testar e brincar. Isso mesmo! Não existe limites! Se será ou não útil o que você criar, a intenção é justamente dá a liberdade necessária para inovar.  Saiba mais sobre a Fablab aqui em Florianópolis, clique aqui.

Lojas sem vendedores

A Kate Spade Saturday fez uma interessante campanha de marketing através de uma loja conceito em Manhattan.
A Kate Spade Saturday e sua interessante campanha de marketing.

Pode parecer estranho. Mas porque não? É simples, fácil e não exclui a necessidade de ter pessoas por trás disso tudo. Acho que as lojas de varejo precisam se adaptar as novas tecnologias para não desaparecerem. Não é mesmo? Veja como funciona melhor isso clique aqui

“A marca alugou quatro pontos comerciais pela cidade com suas vitrines vazias durante um mês. Os nova-iorquinos puderam obter uma pré-visualização das mercadorias vendidas online através de uma tela de toque instalada na vitrine da loja Pop Up. Os clientes puderam navegar pelo acervo e escolher os modelos, tamanhos e cores das peças, e comprá-los ali mesmo para recebê-los de forma gratuita em qualquer lugar de Manhattan, bem como partes do Brooklyn, dentro de uma hora.” – site stylo urbano

 

Na era dos Jetsons – Casa populares feitas com impressoras 3d

Finalmente, esperava ansiosa por esse dia. Dia em que com o apertar de um botão um sorvete se materializaria dentro de uma máquina. Sem sorveteiro algum! Não entendia muito bem de onde viria o leite, o açúcar… Mas agora eu sei que estamos cada vez mais perto dos Jetsons e, graças ao bom Deus, bem longe do visual futurista da década de 1960 e acho que nossos carros não precisam flutuar. Convenhamos.  Se eu te disser que casas populares estão sendo construídas com impressão 3d, você acreditaria? É claro eu sim. Uma impressora 3D  que utiliza um material natural, abundante, biodegradável, barato e reciclável que todos estamos familiarizados: a terra.

Confira essa maravilha, clique aqui.

Por Brenda Godinho.

Fonte imagens: site stylo urbano , Google Imagens.