Skip links

Fast-fashion Vs. Economia circular

Você já reparou que o consumo consciente é uma preocupação entre as empresas do mundo todo? Cada vez mais produtos de embalagens biodegradáveis, materiais reciclados e modos de produção menos poluentes vêm sendo priorizados pelos consumidores, entre os quais cresce a consciência ambiental.

Se você veio parar aqui pelo post que fizemos sobre a Dobra no LinkedIn, já deve ter uma ideia do que eu estou falando. Mas aqui, especificamente, vamos falar sobre uma das indústrias que mais se transformou com a difusão dessa mentalidade: a indústria da moda.

O que é economia circular?

Não é nada mais que uma mudança de mindset: em vez de produzir de forma linear – fabricar e descartar, fabricar e descartar – devemos produzir para usar e reutilizar e, assim, garantir que a vida dos produtos seja um ciclo, em que eles sempre retornam para você ou sua empresa, seja reaproveitando os materiais ou dando uma nova utilidade a eles.

Assim, a economia circular trabalha para minimizar a quantidade de recursos retirados da natureza e utilizá-los de maneira mais eficiente, permanecendo no mercado por mais tempo e reduzindo os impactos ambientais!

Mas não se trata apenas de fabricar produtos com maior durabilidade. Isso diz respeito também ao nosso próprio comportamento: comprar de marcas comprometidas com a questão social e ambiental, reduzir nossos gastos, adotar práticas ecológicas, o que for.

De qualquer forma, o desperdício não é viável.

Mas o que a moda tem a ver com isso?

As consequências da indústria da moda envolvendo o meio ambiente são bem drásticas e englobam todo o sistema da mesma. Ao longo do desenvolvimento industrial, muitas marcas adotaram um modelo linear de desenvolvimento e, além desta forma de produção e distribuição, muitas também aderiram a um sistema de fabricação em larga escala, conhecido como fast-fashion.

Esse sistema possui consequências muitas vezes negativas envolvendo todos os trabalhadores, materiais e corantes envolvidos (de matéria-prima geralmente sintética e química, que poluem os mares também), além do destino final desses têxteis que, muitas vezes, por existirem em uma quantidade enorme de estoque, são incinerados ou enviados a aterros sanitários.

Fala aí, não dá pra continuar assim, certo?

O fast-fashion dificilmente acabará, mas pode, sim, ser adaptado para um sistema de economia circular. Roupas antigas podem ser customizadas, ter o tecido aproveitado para fazer peças novas, doadas para brechós, entre outras alternativas que não o descarte.

Para além do ciclo de vida, os materiais também são pensados para causarem menos danos ao meio ambiente. Desde a preferência por matérias-primas reutilizáveis até o desenvolvimento de fibras ecológicas alternativas às sintéticas tradicionais, investir na tecnologia têxtil é o melhor caminho para a sustentabilidade na moda.

Aliás, já fizemos um post aqui no blog falando sobre esse assunto! Confira aqui.

Ainda não te convenci?

Então aqui vão alguns dados da Forbes e da WWF France:

  • Nos EUA, cada pessoa descarta cerca de 32 quilos de roupas por ano
  • Uma peça do fast-fashion dura em média 5 lavagens e 35 dias, mas produz cerca de 400% mais carbono que uma peça de qualidade feita para durar mais
  • Fibras sintéticas baratas emitem na natureza o óxido nitroso, 300% mais venenoso que o dióxido de carbono
  • 20% das águas poluídas no mundo todo vêm do tingimento de tecidos – isso equivale a 32 bilhões de toneladas de água! Apenas a produção de uma calça jeans já significa utilizar 10.000 litros
  • 70 milhões de barris de petróleo são gastos por ano para produzir a fibra de poliéster, que demora 200 anos para se decompor
  • 24% dos agrotóxicos e inseticidas é destinada à indústria têxtil, especialmente para o algodão
  • Alguns tecidos cujo processos de produção é complexo, como a combinação de algodão e outras fibras sintéticas, não podem ser reciclados.
  • O fast-fashion, muitas vezes, está ligado ao trabalho infantil e escravo

Agora deu pra ter uma noção melhor do impacto que esse modelo causa. Por isso, já existem leis que visam ao cumprimento de metas sustentáveis, os consumidores priorizam marcas com compromisso e práticas ecológicas, e as empresas com negócios focados em sustentabilidade têm mais chance de se darem bem no mercado do futuro.

Tá, mas e aí?

A circularidade vem com mudança de mindset e muita paciência. A longo prazo, veremos novas relações entre empresas, mercado e meio ambiente, baseadas sobretudo em colaboração, inovação e visão sistêmica.


Conheça nossas redes:

Instagram: https://www.instagram.com/inventorioejdm/

LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/inventorioejdm

Join the Discussion